Hoje, paradoxalmente, a explicação não nasce a partir da obra, mas, em muitos casos, é a obra que nasce da explicação. A explicação chega a tornar-se mais importante que a obra, e em muitos ocasiões, chega mesmo a substitui-la.
Dado que a obra não se exprime por si própria, mas depende da explicação, é muito importante quem dá a explicação e assim o primordial não é o artista mas o explicador!

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