domingo, 19 de setembro de 2010

A Ideia e a obra

Uma aluna disse ao seu mestre Degas, que tinha ideias para fazer grandes obras. À dama repondeu o Pintor, " Pois é minha senhora,é uma pena, mas os quadros fazem-se com tintas ".
Não são as grandes ideias que geram as obras mestras, mas sim a forma e o sentimento como são pintadas.Os exemplos de Vermeer e Morandi, entre outros, são disso testemunho.
Nos nossos dias há muitas alunas de Degas, infelizmente!

sábado, 11 de setembro de 2010

Opções


Uma obra, quando dada por terminada, deve falar por si própria. Ela é o único testemunho de um comportamento vivido durante a sua execução. É o resultado de muitas opções e outras tantas rejeições.
Talvez seja mais importante afirmar o que não se quer, do que aquilo que se quer.
Por alguma razão dizia Picasso: "eu não procuro, encontro".

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Autenticidade

Um quadro é, no fundo, um diário íntimo, enquanto é executado vai revelando o seu autor e transmitindo a visão que este tem do mundo.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Bem visto


" No fim do inverno, soletrando as cadências iniciais do renascimento que se avizinha, Domingos Pinho traz-nos todo um compêndio de interpretação da Natureza, acalentador de variadas opções de vida.O quadro para que nos remete, arquétipo de outros muitos que sugere, revela uma filosofia de contemplação, aprendizagem e louvor´erguida ao plano de uma discreta mística. Acompanhamo-lo assim num trajecto que, dignificando a Terra como raíz do conhecimento, lhe desvenda em simultâneo um coração harmonizado com o destino que nos importa cumprir. "
Bem visto Mário Cláudio, no Outono da vida, é bom que haja quem nos compreenda,

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Para o fundo

 A sociedade moderna está caracterizada por uma superficialidade que se encontra prolongada tanto na teoria contemporânea como em toda uma nova cultura da imagem. Enquanto o barco se afunda e vai a pique, os "teóricos" seguem aplicados na tarefa de escamotear o que se está passando como que não fazendo parte da tripulação.

Nada para entender

 O estado de desilusão que vive a arte contemporânea é evidente.Vive num sistema viciado de circulação e na banalidade dos seus conceitos. A arte contemporânea aposta nessa incerteza, na impossibilidade de um juízo de valor estético fundamentado, e especula-se com a culpa dos que não a entendem, não entendendo que não há nada para entender.