domingo, 28 de novembro de 2010

Centelha

Não se pode suportar, por muito tempo, um estado entre a angústia e a lucidez. Por outro lado hà que aceitar a terrível realidade da vida, de conviver com ela e, se possível, encontrar uma forma de cumprir, com dignidade, o lapso de tempo que nos foi destinado. 

sábado, 20 de novembro de 2010

Juízo de valor

A obra de arte não possui uma qualidade única. É um complexo de qualidades muito distintas, por vezes contraditórias em aparência, às quais o artista consegue dar uma estrutura significativa. Existem obras que embora possuam muitas qualidades, estas estão desligadas umas das outras, razão pelo qual não podem ser consideradas obras de arte autênticas.

A evolução

O que sucede, na arte, com o artista, é um contínuo sacrifício dele mesmo, uma contínua extinção da sua personalidade a algo que vale mais, o estilo.

domingo, 14 de novembro de 2010

O meu Giverny

Superfícies, linhas de cor, silêncios como rumores, ecos e até ruídos que evocam o lugar. Momentos  e sensações concretas que aludem ao meu jardim e que nos é dado pelo estritameno pictórico: a luz, cor e gesto.

sábado, 13 de novembro de 2010

Comunicação


A arte não é, para mim, na sua essência, um problema de comunicação com os outros.
É, primordialmente, um problema de comunicação entre mim e aquilo que estou realizando.
As mensagens trocadas entre mim e o que estou a fazer constitui a raiz do problema.

sábado, 6 de novembro de 2010

A procura da luz

Depois do caos teremos de procurar uma nova ordem. Ordem essa que pressupõe a distinção nítida entre o material e o espiritual, a luz e as trevas, a verdade e a mentira. Recusar a arte como paródia, alienação mental e infantilização.

O ruído do silêncio

O artista necessita de intimidade quando do acto de criação, para poder ouvir o murmúrio do silêncio.
Só  assim, nessa intimidade, pode compreender a unidade existente entre o criador e a criação. Apenas nessa, quase total, ausência de ruído pode concretizar a ideia em obra.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A realidade da cor é a luz


Atrás das altas montanhas o céu está escuro.
A tempestade nocturna forma-se lentamente. Depois do estrépito do trovão e do lívido estalido dos relâmpagos, a tormenta instala-se na natureza íntima da realidade e no coração dos homens.